sexta-feira, 12 de julho de 2013

O que há em comum

Meu artigo publicado na Gazeta de Alagoas, no Vermelho, na Tribuna do Sertão, no Almanaque Alagoas, no Tribuna do Agreste e no Santana Oxente:

Como já era óbvio as manifestações populares de evidente insatisfação com a realidade em que vivem e que sacodem o País passou ao cenário da luta política institucional onde se trava um duelo entre a necessidade de fundamentais reformas sociais, das instituições, e os interesses conservadores que buscam sustar essas demandas ou, no máximo, realizar mudanças cosméticas, que assegurem intocados os seus privilégios.
Para isso contam com a sustentação da grande mídia hegemônica brasileira, associada e subalterna aos interesses externos, do grande capital financeiro internacional, que nos primeiros momentos das rebeliões sociais incentivou através dos seus noticiários a repressão policial e depois passou a reporta-las com intentos golpistas.

Essa mesma mídia que emergiu nos vinte e um anos de arbítrio, cresceu, agigantou-se durante a longa noite de silêncio que caiu sobre todos com a nação amordaçada e de lá para cá conseguiu surfar na crista da onda, impondo o receio a vários governos pós arbítrio, porém, sempre pousando de vestal da dignidade e da verdade em um País desprovido de razoável legislação midiática democrática.

É nesse cenário indefinido, complexo, que hoje cristaliza-se uma intensa polarização no Brasil entre as forças reacionárias com os seus valores atrasados e os segmentos democráticos, progressistas, patrióticos majoritários que lutam por mudanças na realidade objetiva onde predominam três fatores de instabilidade: econômico, social e político, afetando milhões de pessoas.

E por mais que pareça elementar não há como separar essas manifestações que vêm levando multidões às ruas, da grande crise capitalista sistêmica global de conteúdo antipopular, antinacional onde o capital rentista procura conduzir o País sempre levando em conta a sua própria remuneração, o aumento dos seus lucros estratosféricos e que nessa batida vão inviabilizar qualquer desenvolvimento efetivo com justiça social.

O que há em comum entre as insatisfações nas ruas do País e a luta social que se espalha pelas principais cidades do mundo é a revolta anticapitalista, a falência da representatividade, legitimidade das instituições surgidas durante os anos de hegemonia neoliberal mundial, a crise da sua cultura política, das estruturas adversas às sociedades e aos Estados soberanos que precisam ser superadas por outras mais avançadas que atendam aos anseios dos povos.

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